A impopularidade dos buracos de Castelo

Ganha um doce quem achar uma rua de São Luís que não possua nenhum buraco. Parafraseando o Lula, nunca na história dessa cidade a malha viária esteve tão ruim. A revolta da população é tanta que tomou conta das redes sociais. Segue abaixo reportagem publicada na edição de hoje do jornal O Estado do Maranhão.

Usuários marcam manifestação no Facebook contra buracos de São Luís

Thamirys D'Eça
da equipe de O Estado

A impopularidade da administração pública de São Luís ganhou as redes sociais. Usuários do site de relacionamento Facebook resolveram mostrar o descontentamento com as péssimas condições da malha viária municipal através de uma manifestação on-line que está programada para hoje, às 10h. No movimento simbólico, que até ontem tinha mais de 3 mil adeptos, serão publicadas fotos de buracos em ruas e avenidas da capital e será eleito o “melhor”. No mesmo site, foi feita uma enquete para avaliar a gestão do prefeito João Castelo e a opção “Péssimo” até ontem liderava o ranking com mais de 3.500 votos.
A “Manifestação Contra os Buracos de São Luís-MA” foi criada pelo usuário Victor Mondego no início do mês e em pouco tempo repercutiu entre os internautas. Até o fim da tarde de ontem, mais de 3.100 membros da rede social aderiram à causa e mais 181 afirmaram que talvez participem do protesto virtual. Apenas 258 pessoas negaram apoio.
O “evento” acontece hoje, às 10h, e deve permanecer ativo até às 13h. Nesse período, os usuários postarão fotos de buracos e será feita eleição do “melhor buraco”. O intuito do manifesto virtual é convidar as pessoas que têm tido problemas em trafegar nas ruas e avenidas da capital a mostrar a insatisfação. “Para aqueles que não aguentam mais andar por São Luís e assim como eu a enxergam como uma grande cratera e querem de alguma forma mostrar sua revolta com o descaso que tomou conta da nossa cidade, junte-se a esta manifestação simbólica aqui no Facebook”, diz a descrição.
Postagens - No mural de postagens, o criador do movimento afirmou estar satisfeito com a repercussão que teve a manifestação. “A adesão para a nossa manifestação aqui no ‘Face’ superou as expectativas. Esse é um primeiro passo e um alerta para os nossos governantes”, afirma.
No mesmo mural, vários usuários aproveitaram para contar experiências ao transitar por ruas esburacadas. O usuário Márcio Mochel, por exemplo, descreveu que teve os pneus danificados várias vezes. “Mês passado caí em um buraco no retorno do Tirirical e tive dois pneus rasgados. Ontem mais uma vez tive a infelicidade de cair novamente em buraco localizado ali próximo ao Educator. Tá complicado demais andar em São Luís”, reclamou. Douglas Lima também mostrou a situação da cidade. “Contei 267 buracos da minha casa no Monte Castelo até o Rio Anil Shopping”, disse.
Alguns usuários sugerem levar os prejuízos causados pelos buracos para a Justiça. “Acho que vacilamos quando não fazemos isso. Eu já passei por isso e não entrei [na Justiça]. Me arrependo. Ficar só no ‘preju’ não dá”, relatou Saulo Martins. Outros preferem mostrar a buraqueira em mídia nacional. Maria Eduarda encaminhou pedido à Rede Globo para solicitar reportagem sobre o assunto. Já Bruno Rodrigues sugeriu que a manifestação seja exibida pelo quadro “Proteste Já”, do CQC, na Band.
Enquete - Ainda no Facebook, o perfil SLZ Online criou uma enquete para os usuários avaliarem a atual gestão da Prefeitura. Até o fim da tarde de ontem, 3.584 pessoas avaliaram o governo municipal como “Péssimo”, 187 como “Regular”, 31 como “Bom” e 91 como “Ótimo”.
Na rede de relacionamentos foi criado ainda um perfil intitulado “Caostelo”, que faz referência ao nome do prefeito João Castelo e o termo “caos”.

Piada

Os mais bem-humorados fazem piada com a situação das ruas e avenidas de São Luís.

“Minha São Luís, meu Grand Canyon”

Rodolpho Lupus

“Deve haver alguma razão para tudo isso: provar cientificamente que uma cidade pode ter mais crateras do que a lua; colocar nossa linda cidade em evidência mundial no Guinness Book como ‘a cidade mais esburacada do mundo’; nossa cidade servir de cenário para filmagens de um documentário de como ficou a Europa depois da 2ª Grande Guerra, após os bombardeios da Luftwaffe; algum tipo de experiência sociológica com a finalidade de testar a cordialidade e paciência dos ludovicences; aumentar o faturamento de oficinas e lojas de escapamento”.

Shen Rochus Mingli
Matéria publicada em 14 de maio de 2011 no jornal O Estado do Maranhão

Participe da manifestação também clicando aqui.

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Enquanto isso, na imundície do pátio...


 
O primeiro poema que aprendi na vida - pelo menos que me recordo -, acho que com uns 7 anos, foi um do Manuel Bandeira chamado "O Bicho”. Ontem, na alta noite, presenciei uma cena que nunca mais irei esquecer tal qual o poema e tal qual o significado que ontem ele mostrou-me.

Leiam, então, “O Bicho”:

“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.

Para todos, "O Bicho", do Manuel Bandeira, retrata o último estágio de miserabilidade que um ser humano pode atingir. Catar comida no lixo é degradante, satisfazer-se com a comida vinda dali é difícil de uma pessoa como eu, que nunca passou fome, assimilar facilmente.
Ontem, porém, vi que "O Bicho", do Manuel Bandeira, pode ser aplicado de maneira não literal. Não necessariamente o homem precisa ser um mendigo, não necessariamente os detritos são os restos de comida e não necessariamente o pátio cheio de imundícies é um lixão. Pode ser um homem qualquer que se contenta com uma porcaria qualquer e que vive uma vida qualquer que nada trará de bom, como já era de se prever.
Percebi ontem, na alta noite, que "O Bicho", do Manuel Bandeira, tem mais em comum com muita gente que se coloca em uma vida de submundo do que poderia imaginar a minha vã sabedoria, vã filosofia e, sobretudo, os meus “vãos sentimentos”.

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Ice e vodka com refrigerante: Conformados com causa


Antes os rebeldes eram com causa. Depois, a rebeldia perdeu o motivo, mas persistia. Agora é a vez dos “conformados com causa”. São felizes por ficarem bêbados com ice e vodka com refrigerante, mas tudo escondido do papai. Sorriem muito, beijam muito, saem muito. As meninas usam saltos de cores berrantes e os garotos usam cabelo liso de lado.
Quem foi ao show do Nando Reis ontem, percebeu que os “conformados com causa” estão tomando conta do cenário jovem de São Luís. O fato de ir hoje em dia  a um show dele, em si, é meio caminho andado. Músicas “água com açúcar” compõem parte do repertório do cantor, como a chatíssima “Sou dela” (“Porque eu estou com ela. Sou dela, sem ela não sou porque eu preciso dela, só dela, com ela eu vou...”). E  são essas canções mais melosas que mais agradavam aos “conformados com causa”, pelo o que pude perceber pelos gritinhos enjoados.
Eu, particularmente, gosto de várias composições do Nando, mas como cantor o ruivinho é sofrível. Tem músicas lindas na voz de cantoras consagradas como Marisa Monte e Cássia Eller e musicalidade incrível de Titãs, mas agora aparenta só um velho romântico.
Em sua turnê com o “Bailão do Ruivão”, o artista se propôs a cantar músicas marcantes do cancioneiro brasileiro. A proposta parecia interessante, mas é de muitos altos e baixos. Que sofrimento ouvi-lo cantar “Muito Estranho” com todos os seus tons (“Então mistuuuureeeeeeeeeeeeeeeeeee tuuuudo dentro de nóóóós”). Como mamãe diria, me deu um desengano profundo.
Sem parecerem aculturados, muitos “conformados com causa” aproveitaram para cantar em alto e bom som Calcinha Preta, que também fazia parte do set list, e outros se sentiram “muito doido, pra caralho”, ao gritar “Vão se fodeeeeeer”, em Bichos Escrotos – música  que nos áureos tempos dos Titãs eu adorava.
Vocês devem então estar se perguntando o que eu, uma reclamona de mão cheia, estaria fazendo ali. Eu admito. Estava aberta às novas experiências ontem. Queria sair com amigos, ver gente, beber algo e até fiz isso, mas também me senti uma velha com todos os seus atributos naquele meio. Na minha roda, cerveja de 1L, drinks e cigarro. Nas rodinhas ao lado, tiaras de lacinhos, quilos de blush, cabelinhos esticados e muito clima de azaração entre a menininha e o primo bonitinho da amiga.
Depois do show, pensei na Marina Lima e volto a citá-la – acho que já o fiz em outra postagem – ao dizer que “deve ser da idade”. Uma amiga mais ácida disse que aquele momento era "uma prévia do show do Restart". Eu, que não sou tão rude assim, proponho um brinde aos “conformados com causa”. Taças com smirnoff, por favor.

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Sem ode aos esquecidos



Olá, querido blog esquecido.
Desculpe-me por deixá-lo sem notícias minhas. Tenho andado atarefada. Tanta coisa aconteceu. Acabou não sobrando tantas forças para você. Guardei o que me restava para outros assuntos e foi tudo tão sem sentido, meu querido. Estou tão arrependida. Se eu soubesse que terminaria assim eu teria abandonado outras coisas, outras pessoas, outras atividades. Não valeu a pena te deixar por outros folhetins.
O ano de 2010 acabou e nada te desejei. Já é 2011 e ainda não tinha vindo aqui para dar-te um beijo ou um abraço com sabor e cheiro do meu antigo perfume que você tanto gostava. Eu sei que preciso sentar-me e contar-te tudo que houve por esses tempos. Você quer me ler desta vez?
Estou te sentido meio arredio. Por favor, meu querido. Eu prometo contar-te tudo agora. Fui convencida nos últimos tempos a abandoná-lo, meu blog. Acreditas? Fui tola, mas agora estou disposta a fazer tudo diferente. Quero te dar letras novamente e te fazer crer que ainda sou a mesma garota em constante ebulição.
Lembra quando eu confiava em te contar os meus erros e acertos? Eu era tão aberta e pura que muitos me condenaram. Agora vejo que ouvi quem não devia e hoje tenho que ouvir o coro “eu te disse que não valia à pena”. Eu posso pedir perdão? Tenho o direito de me arrepender, meu querido? Foi um erro ficar sem você e sem um monte de outras coisas para ficar com quem não merecia a minha dedicação.
Na época eu pensava que os bons tempos chegariam e que cedo ou tarde tudo se acertaria com você, com o resto. Só agora posso ver que os bons tempos são agora. Estou tão livre, tão cheia de vontades. Tenho medo até que seja desacato com os desafortunados querer tudo de uma vez só.
Meu querido, eu vou ser sincera. Eu gosto da sinceridade. Eu gosto da lealdade, da fidelidade, da paixão por tudo. O nada é muito vazio e tem andado cada vez mais vazio, se assim for possível. As dúvidas são ainda mais vazias e eu sempre soube o que quis. Eu tenho muita paixão em mim para me boicotar. Admito é que fico triste ao ver a superficialidade dos outros. Ainda dizem que a fútil sou eu. Existência fútil é a de quem nada quer, quem não tem a quem querer, quem não sabe o que quer.
Você tem que concordar comigo, meu blog. É tão fácil dizer não saber de nada e contar isso para todos para justificar os erros. É tão fácil dizer que existiam dúvidas quando, ao mesmo tempo, as ilusões eram tão bem sussurradas aos ouvidos. “Eu te amo muito. Eu sei disso. Eu sei que quero você, mas eu sou louco”. É tão fácil fazer uma besteira e atestar a própria loucura.
Oh, meu querido. Passei por tudo isso e me ausentei mais do que deveria. Houve coisas amenas antes da última gota, mas nada que um cego amor não suportasse. Amor esse que eu deveria ter focado em outras coisas, como você. Será que um dia você irá me perdoar? Eu posso mudar, de verdade. Nada de mentiras. Com estas já sofri demais e até quase enlouqueci.
Deixe-me mostrar-te que agora pode ser tarde, mas abri os olhos. Reconheço que ainda é difícil agüentar todas as conseqüências dos atos alheios, afinal, a crueldade humana é grande e a língua é maior ainda. Em pensar que tudo que eu queria era dançar um samba e sentir a leveza em dueto.
Agora, depois de tudo, o que restou é que diariamente sinto os olhares, a compaixão, o desprezo e até o gozo de alguns. Onde quer que esteja, meu querido, me sinto sempre julgada. Eu não sou réu e não sou vítima. Eu não quero nada disso. “I'm the hero of the story. Don't need to be saved. It's alright... (Eu sou o herói da história. Não preciso ser salvo. Está tudo bem...)”, diria a Regina Spektor em “Hero”.
O que interessa, blog meu, é que agora sinto-me mais forte. Poderia enfrentar um furacão agora, mas os outros nem mesmo a minha superação imediata podem agüentar. Tenho ouvido tantas recomendações, como se fosse necessário. “Não sorria demais, não chore, não mostre tristeza, não saia para se divertir ainda, não converse sobre, seja reservada, esmurre a cara se precisar”. Eu sei o que fazer e como fazer. Diga para todos, meu querido.
Quero dizer-te ainda que fiz uma grande besteira. Passei por cima de coisas demais, perdoei coisas demais, superei coisas demais, deixei de fazer coisas demais e agora me pego num questionamento que é a única coisa que dor me traz agora: Pra quê? De que adiantou todas as vezes que saí da minha casa para checar se os remédios continuavam na cartela? De que adiantou ter me anulado para ajudar o outro? De que adiantou todos os conselhos, todas as brigas e todos os abraços de apoio incondicional? De que adiantou tantos pedidos de “me fale a verdade”, “não minta”, “me deixe ir”?
É incrível pensar que tudo que eu passei foi completamente em vão, meu queridinho. O que ganhei no fim de tudo? O constrangimento em vir aqui te pedir perdão. Além disso, tenho agora que todos os dias lidar com a decadência alheia. Com as feições de tristeza, vergonha, arrependimento, derrota. Não é a melhor coisa do mundo ver quem você gostou se jogar em um precipício e não poder fazer absolutamente nada. Eu também me joguei, mas uns dias atrás lancei a corda para voltar à superfície. No fundo, meu caro, não me agrada.
Eu fui estúpida, amor, mas não a mais estúpida nessa história toda. Tem gente muito mais louca, mais inconseqüente. Para estas, que tanto tentaram me destruir e destruir o que estava tentando erguer e até consegui por várias vezes – eu acho – não desejo nada de ruim. Como sempre disse, eu só queria que todos fossem felizes com suas vidas e me deixassem viver a minha também em paz.
Sei que você pode me perdoar. Ainda tenho muito para te dizer, mas agora só quero lhe fazer um último agrado. Não faço ode aos esquecidos, mas posso cantarolar por cá.

“Você zombou e brincou / Com as coisas mais sérias que eu fiz / Quando eu tentei, com você ser feliz / Era tão forte a ilusão que prendia o meu coração / Você matou a ilusão / E libertou o meu coração / Hoje é você que vai ter que chorar / Você vai ver” 
(Você Vai Ver - Tom Jobim)

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Ao samba, tudo

Salve Cartola e Nelson Cavaquinho. Salve Zé Kéti e Noel Rosa. Salve Dolores Duran e Paulinho da Viola. Salve a Mangueira e a Portela. Salve Viradouro e o Salgueiro. Salve o samba-choro e o samba de gafieira. Salve a Lapa e a Sapucaí. Salve o pandeiro e o tamborim.

E cantaria Vinícius de Moraes:

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

E cantaria Dorival Caymmi:

Quem não gosta de samba bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do pé
Eu nasci com o samba no samba me criei
E do danado do samba nunca me separei

E cantaria Candeia:

O samba é a nossa alegria
De muita harmonia ao som de pandeiro
Quem presta à roda de samba
Não fica imitando estrangeiro
Somos brasileiros

E cantaria Alcione:

Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De samba pra gente sambar

E cantaria Clara Nunes:

Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
Sem a cadência do samba não posso ficar

Salve salve o samba e o dia de hoje. Salve quem o cantou e ainda o cantará. Salve o mestre e o aprendiz. Salve as rodas e o chopp de domingo. Agradeço a Deus pelo samba que alegra minha manhãs, tardes e noites. Ao Deus do samba só peço mais um pouco de talento nos pés, pois na cabeça só me toca o cavaquinho.


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Thamirys D'Eça

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Finalmente, o fim

Primeiro de dezembro. A noite está quente. Deve ser sinal de que o último mês do ano será tão difícil quanto os seus outros onze irmãos, ao contrário do que eu previa. Desta vez eu errei, meus caros. Errei feio, muito feio. Apontei para a maçã cuidadosamente acomodada na cabeça e acertei o pé do voluntário que aceitou subir ao palco para eu fazer minhas demonstrações de talento pueril.
Finalmente chegamos ao fim dos dias, mas dezembro é um mês atroz. Ele nos ruma ao fim, mas não nos traz o final. As mesmas pessoas irão continuar nos mesmo lugares com seus mesmos problemas pensando as mesmas coisas e querendo sempre o mesmo. Nada será dissipado. É só ilusão proporcionada por um tal papa Gregório XIII.
Hoje é primeiro de dezembro e desde o início do dia vi que não posso esperar muito dos seus outros trinta dias que estão por vir. Fiz planos e mantive expectativas porque apesar de tudo, eu sempre fui uma enamorada por dezembro, mas parece que mesmo com todo o meu esforço, sempre vai haver algo que não quer se superar.
Apesar de tudo, de mim, de vocês e destas terras abrasadoras de cá, não vou deixar nada no lugar. Afinal, tenho que fazer valer o fim.

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Thamirys D'Eça

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